Dica Mágica: Livro “The Art Of The Disney Princess”

“The Art Of The Disney Princess” é uma compilação das melhores ilustrações inspiradas no mundo encantado da Disney, lançada em 2009.

São diversos artistas, de toda parte do mundo, escolhidos pela própria Disney, a ilustrarem sua princesa favorita. Há desde pinturas de aquarela até fotografias com modelos fantasiadas.

Falando assim dá até vontade de ter o livro para a coleção, mas não se iluda da mesma maneira que eu me iludi. A começar que a maioria dos artistas recriaram todas as princesas, não só a sua favorita, e na obra você vai encontrar no máximo duas. Ou seja, com um simples clique na internet, você pode salvar todas as imagens, mais do que tem no livro, e ainda por cima de graça.

  

É interessante? É sim, tem muitas ilustrações lindas. Pra quem é bitolado em Disney e curte fan-arts (eu! rs) é um grande item na coleção, mas sinceramente não acho que valha a pena. Depois de uma folheada pelo livro inteiro, ele muito provavelmente ficará encalhado na sua estante, até o dia que chegar alguma visita fã de Disney querendo dar uma olhadinha também.

Nele há artes de Glen Keane, Jenny Chung, Steve Thompson, Danielle Bedics, entre outros. O que eu mais gosto são as fotografias de Ryan Astamendi. O figurino é tão perfeito que parece que as modelos são as princesas da vida real, de verdade! Infelizmente não todas elas no livro, mas você pode ver a sessão completa no site oficial do fotografo (e taí um exemplo do “problema” citado no terceiro parágrafo).

Para quem se interessou, o livro é oficial da Disney e dá pra comprar online na Livraria Cultura.

– Ariel

Dica Mágica: Livro “O Lobo-Mau no divã”

Se você gosta de contos de fadas e psicologia, “Lobo-Mau no divã” vai te agradar. Caso contrário, não aconselho nem abri-lo. Além de achá-lo meio bobo, também não terá a mínima vontade de ler todos aqueles diagnósticos psicológicos, muitos deles bem repetitivos, e não entenderá o porque o Lobo-Mau e o Barba Azul são tidos como psicopatas. Aliás, quem é Barba Azul mesmo?

Entretanto, essa pode ser a chave para o interesse dos que se enquadram no primeiro grupo que citei acima. É realmente interessante a linguagem usada, de fácil entendimento, e como os capítulos são separados, sendo que ao final de cada um, há um pequeno questionário para o leitor testar sua própria saúde mental ou de pessoas conhecidas. Outro fator que se torna até engraçado é como a autora, Laura James, trata os personagens como se eles realmente existissem. Como se o fato da Cinderella ter se casado com o principe no segundo encontro fosse chocante. Daí você para e pensa: “existem mesmo pessoas que levam a sério esse negócio de contos de fadas. Calma, Laura, é só um conto”.

Laura James é mãe e jornalista. Foi por isso que ela resolveu escrever “Lobo-Mau no divã”, explicando que nunca tinha ouvido falar de um livro parecido e, depois de tantos anos lendo contos infantis aos seus filhos, começou a perceber certos conflitos nos personagens. Uma grande sacada, diga-se de passagem.

Apesar do leitor entender a psicanálise com bastante esclarecimento, o fato da autora não ter formação em psicologia faz tudo aquilo perder um pouco de credibilidade. Sabemos que ela com certeza teve ajuda de profissionais para redigir os diagnósticos, mas afinal estamos lendo um livro que trata personagens infantis como pessoas reais, não dá pra levar muito a sério mesmo. Não sei nem se é essa a intenção de James.

Logo no início está avisado que, depois de terminada a leitura, você começará a ver esses personagens tão conhecidos com outros olhos. E é verdade. O Peter Pan, por exemplo, virou uma pessoa arrogante e Wendy, que até então era sem graça, ganhou minha empatia. Então fica mais uma dica: se você não quer ter sua infância praticamente arruinada, não o leia! Caso contrário, diria que é um bom livro para manter a mente distraída. E só.

– Ariel