Dica Mágica: Livro “O Lobo-Mau no divã”

Se você gosta de contos de fadas e psicologia, “Lobo-Mau no divã” vai te agradar. Caso contrário, não aconselho nem abri-lo. Além de achá-lo meio bobo, também não terá a mínima vontade de ler todos aqueles diagnósticos psicológicos, muitos deles bem repetitivos, e não entenderá o porque o Lobo-Mau e o Barba Azul são tidos como psicopatas. Aliás, quem é Barba Azul mesmo?

Entretanto, essa pode ser a chave para o interesse dos que se enquadram no primeiro grupo que citei acima. É realmente interessante a linguagem usada, de fácil entendimento, e como os capítulos são separados, sendo que ao final de cada um, há um pequeno questionário para o leitor testar sua própria saúde mental ou de pessoas conhecidas. Outro fator que se torna até engraçado é como a autora, Laura James, trata os personagens como se eles realmente existissem. Como se o fato da Cinderella ter se casado com o principe no segundo encontro fosse chocante. Daí você para e pensa: “existem mesmo pessoas que levam a sério esse negócio de contos de fadas. Calma, Laura, é só um conto”.

Laura James é mãe e jornalista. Foi por isso que ela resolveu escrever “Lobo-Mau no divã”, explicando que nunca tinha ouvido falar de um livro parecido e, depois de tantos anos lendo contos infantis aos seus filhos, começou a perceber certos conflitos nos personagens. Uma grande sacada, diga-se de passagem.

Apesar do leitor entender a psicanálise com bastante esclarecimento, o fato da autora não ter formação em psicologia faz tudo aquilo perder um pouco de credibilidade. Sabemos que ela com certeza teve ajuda de profissionais para redigir os diagnósticos, mas afinal estamos lendo um livro que trata personagens infantis como pessoas reais, não dá pra levar muito a sério mesmo. Não sei nem se é essa a intenção de James.

Logo no início está avisado que, depois de terminada a leitura, você começará a ver esses personagens tão conhecidos com outros olhos. E é verdade. O Peter Pan, por exemplo, virou uma pessoa arrogante e Wendy, que até então era sem graça, ganhou minha empatia. Então fica mais uma dica: se você não quer ter sua infância praticamente arruinada, não o leia! Caso contrário, diria que é um bom livro para manter a mente distraída. E só.

– Ariel

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